Pega a Palavra, Pega e Come...

ESSE BLOG É PARA QUEM ADORA DEGUSTAR UM BOM TEXTO, SABOREAR UMA OTIMA CRÔNICA, PETISCAR ALGUNS PENSAMENTOS. ENFIM BANQUETEAR-SE COM O QUE HÁ DE MELHOR NAS PALAVRAS

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Terra Blog

Arquivo de: Março 2007

30.03.07

Eis o Mestre... Chico Buarque De Holanda

NÃO SE AFOBE NÃO QUE NADA É PRA JÁ

Compositor, intérprete, poeta e escritor, Chico Buarque é hoje uma referência obrigatória em qualquer citação à música brasileira dos anos 60 pra cá. Sua influência é decisiva em praticamente tudo que aconteceu musicalmente no Brasil nos últimos 35 anos, pelo requinte melódico, harmônico e poético que suas obras apresentam. Filho do historiador Sergio Buarque de Hollanda, morou em São Paulo, Rio e Roma durante a infância. Desde criança teve contato em casa com grande personalidades da cultura brasileira, como Vinicius de Moraes (que viria a se tornar seu parceiro), Baden Powell e Oscar Castro Neves, amigos dos pais ou da irmã mais velha, Miúcha, também cantora e violonista. Em 1964 começou a se apresentar em shows de colégios e festivais e no ano seguinte gravou pela RGE o primeiro compacto, com "Pedro Pedreiro" e "Sonho de um Carnaval". Desde então não parou mais de compor e se apresentar, participando de festivais internacionais de música, atuando no programa O Fino da Bossa, da TV Record. Ainda em 65, musicou o poema "Morte e Vida Severina", de João Cabral de Melo Neto, que fez enorme sucesso no Brasil e na França, para onde excursionou, arrancando elogios até mesmo do poeta João Cabral, que admite só ter autorizado a utilização do poema por amizade ao pai de Chico. Com o Festival de Record de 1966 tornou-se conhecido no Brasil inteiro por sua música "A Banda", interpretada por Nara Leão, que conseguiu o primeiro lugar (empatada com "Disparada", de Geraldo Vandré e Theo de Barros). Sua participação em festivais foi definitiva para a consolidação de sua carreira. Fez sucesso com "Roda Viva", "Carolina" e "Sabiá", e defendeu ele mesmo suas músicas "Benvinda" e "Bom Tempo". Lançou LPs no fim da década de 60, fazendo shows na França e Itália, onde morou por aproximadamente um ano. De volta ao Brasil, fez música para cinema e gravou um de seus discos mais bem-sucedidos, "Construção". Várias de suas composições e peças de teatro tiveram problemas com a censura na época da ditadura militar, e chegou a usar o pseudônimo Julinho de Adelaide para assinar algumas de suas músicas, como "Acorda, Amor". No teatro, escreveu "Gota D'Água" com Paulo Pontes, e a "Ópera do Malandro". Como escritor, lançou em 1991 o romance "Estorvo" e, quatro anos depois, "Benjamin". Depois disso voltou a dedicar-se à música, lançando "Paratodos" em 1993 e "as cidades" em 1999, ambos com amplas turnês pelo Brasil e exterior. Em 1998 foi enredo da Mangueira, que ganhou o desfile daquele ano.

VALEU PELA VISITA

Os textos são um pouquinho grandes, mas são legais de se ler, valeu pelas visitas sempre teremos novos posts ... Um abraço

By  Rezende04

TENTAR MUDAR OS OUTROS


Parece fácil amar outra pessoa.
Porém, a convivência diária traz aborrecimentos
e os gestos românticos se escasseiam.
Uma conversa franca pode complicar em vez de resolver.
Não tente encaixar o outro na forma que você idealizou.
Apenas o aceite.

No mundo de esperanças, medos, prazeres e lágrimas.
O que mantém o vínculo são dezenas de fios invisíveis
(segredos compartilhados, promessas cumpridas)
que ligam uma pessoa à outra através dos anos.
Um mundo feito de corações que se escutam, racham,
quebram e voltam a se colar.

No começo parece tão fácil amar outra pessoa.
E o sexo... Bem, o sexo é divino.
Os olhares, sorrisos e gestos falam mais do que as palavras.
É tão bom descobrir de quantas formas diferentes
somos capazes de compartilhar,
de nos fundir com a pessoa que amamos...
Acontece que junto com as afinidades vêm
as hostilidades geradas pelo conflito de querer amar
e de se sentir obrigado a amar.

A familiaridade com o companheiro traz à tona suas imperfeições.
Pequenos aborrecimentos se agigantam
e mesmo os gestos românticos vão se escasseando.
Pouco a pouco, a realidade toma o lugar das imagens idealizadas.
Brigas acontecem, mas, naturalmente, a culpa é sempre do outro.
" Ele já não é o mesmo de antes; portanto,é o responsável pelos problemas que estamos enfrentando " .

É sempre mais fácil encontrar uma causa externa em vez de olharmos para nós mesmos.
" Eu gosto de ½ de você. O que faço com o resto ? " .

De alguns anos para cá, muitos casais valorizam o diálogo como
forma de resolver esse problema. Revistas, cursos e terapeutas
passaram a dizer que o importante é pedir o que se deseja.
" Tenha uma conversa franca e sincera com seu parceiro,
exponha o que você realmente quer e assim tudo vai se resolver. "

Embora uma boa conversa seja um ponto de partida razoável, não é suficiente.
Nós fomos levados a acreditar que a mudança,
até mesmo uma transformação radical na relação,
era algo totalmente possível:
se o outro realmente amasse, ele faria esforços sobre-humanos
para caber na forma que você idealizou.
Mas na prática não é bem assim.
Foi ensinado às pessoas que a negociação
é essencial em um bom relacionamento.
É possível negociar tarefas e alguns comportamentos específicos,
mas não a personalidade do outro.
É impossível modelá-lo, transformá-lo.

No livro Maridos e Mulheres, Melvyn Kinder e Connell Cowan explicam
que uma pessoa pode querer mudar, mas de algum modo achar isso
dolorosamente difícil. Muitos dos traços da nossa personalidade foram
desenvolvidos como meios de nos proteger de danos psicológicos.
Hoje podemos não precisar desses mecanismos de defesa, mas eles persistem.
Por mais que queiramos modificá-los, inconscientemente
ainda sentimos que precisamos deles.
Estes traços que incomodam ou enfurecem são,
para a outra pessoa, formas de enfrentar a vida e de sobreviver.

Ninguém quer contrariar seu parceiro, todos nós tentamos agradar,
só que nem sempre conseguimos.
E acabamos fazendo coisas que machucam.

Temos de aceitar tanto os defeitos como as qualidades do outro.
Amor é aceitação. Nem sempre falar francamente fortalece o relacionamento.
A afirmação parece contrária a tudo dque se disse nos últimos tempos,
mas a experiência provou que às vezes " é melhor calar. E agir. "

É ingênuo imaginar que basta expressar claramente os sentimentos
para que o parceiro nos compreenda. Quando duas pessoas resolvem
falar tudo o que pensam e sentem, podem ficar mais informadas, mas
também podem acabar mais machucadas e ressentidas.

Certas coisas não devem nem precisam ser ditas,
por mais verdadeiras que sejam, pois não ajudam em nada
e costumam provocar devastação emocional.

A superação das decepções devido ao fato de o outro
não ser como tínhamos sonhado é uma dura tarefa.
Mas se descobre lentamente, muito lentamente,
que se pode amar alguém apesar de suas falhas.

Por outro lado, precisamos lembrar que
é impossível mudar o outro mas não a nós mesmos,
pois todos estamos constantemente nos modelando.
A vida é, afinal, uma procura dos segredos do crescimento
e ninguém os conhece plenamente

DEFINIÇÕES



Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.
Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.
Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.
Preocupação é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair
de seu pensamento.
Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.
Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.
Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.
Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que
pode ser que nem exista.
Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.
Ansiedade é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer
que seja.
Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.
Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.
Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.
Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.
Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.
Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros. Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente mas, geralmente, não podia.
Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.
Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.
Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.
Paixão é quando apesar da palavra ¨perigo¨ o desejo chega e entra.
Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado.
Não... Amor é um exagero... também não.
Um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego?

Talvez porque não tenha sentido, talvez porque não tenha explicação,
Esse negócio de amor, não sei explicar.

Mário Prata